Já havia denunciado, aqui, o papel que exerce a mídia na cobertura das eleições deste ano.
Além da falta de espaço para os candidatos de partidos menores ou com “pouca expressividade” nas urnas e nas “pesquisas” de opinião, outros acontecimentos me chamaram bastante a atenção.
Primeiro a demissão de Heródoto Barbeiro, da TV Cultura, ao sabatinar o “presidenciável” José Serra e questionar os preços dos pedágios em SP .
Depois a demissão da intelectual, psicanalista e colunista, do jornal Estado de São Paulo, por defender o Bolsa Família e descrever, acertadamente, como pensa e reage a classe média diante da melhoria (ainda que mínima) do padrão de vida dos brasileiros. ( íntegra do artigo em novo post).
O episódio mais recente foi a Globo ter parado a transmissão ao vivo do show de Rage Against The Machine ao perceber que Tom Morello, guitarrista da banda, tocava vestindo um boné do MST.
Emblemas, opiniões, acontecimentos políticos e sociais importantes passam pelo filtro não mais dos censores da ditatura, mas pelo crivo dos redatores dos grandes jornais e das redes de TV. Estão a todo tempo, nos submetendo à censura enquanto bradam por “Liberdade de Expressão”. Substituímos nossos algozes e nem nos demos conta.
Entretenimento – Futilidade – Desinformação. É baseado nesse tripé que o 4. poder se sustenta. E o que mais me impressiona é que enquanto nos censuram, suscitam dúvidas, sobre o compromisso com a democracia que assume o atual governo.
